terça-feira, 30 de novembro de 2010

L'amour

Algumas pessoas se destacam para nós


"Algumas pessoas se destacam para nós (…) Não importa quando as encontramos no nosso caminho. Parece que estão na nossa vida desde sempre e que mesmo depois dela permanecerão conosco. É tão rico compartilhar a jornada com elas que nos surpreende lembrar de que houve um tempo em que ainda não sabíamos que existiam. É até possível que tenhamos sentido saudade mesmo antes de conhecê-las. O que sentimos vibra além dos papéis, das afinidades, da roupa de gente que usam. Transcende a forma. Remete à essência. Toca o que a gente não vê. O que não passa. O que é (…) Com elas, o coração da gente descansa. Nós nos sentimos em casa, descalços, vestidos de nós mesmos. O afeto flui com facilidade rara. Somos aceitos, amados, bem-vindos, quando o tempo é de sol e quando o tempo é de chuva. Na expressão das nossas virtudes e na revelação das nossas limitações. Com elas, experimentamos mais nitidamente a dádiva da troca nesse longo caminho de aprendizado do amor."

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Coragem

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Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta. É permitir que voe sem que nos leve junto. É aceitar que a esperança há muito se desprendeu do sonho. É aceitar doer inteiro até florir de novo. É abençoar o amor, aquele lá, que a gente já não alcança mais.

Das constelações ...



Das constelações...
Hoje flutuam na Alma
restos de desejos rosados
cinzas estelares azuis
migalhas de sonhos violetas.

Cintilam sentidos soltos
cores,
farelos de luas e letras...

domingo, 28 de novembro de 2010

Envelhecer

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Envelhecer é o único meio de viver muito tempo.
A idade madura é aquela na qual ainda se é jovem,
porém com muito mais esforço.
O que mais me atormenta em relação às tolices
de minha juventude, não é havê-las cometido...
É sim não poder voltar a cometê-las.
Envelhecer é passar da paixão para a compaixão.
Muitas pessoas não chegam nos oitenta
porque perdem muito tempo tentando ficar nos quarenta.
Aos vinte anos reina o desejo,
aos trinta reina a razão, aos quarenta o juízo.
O que não é belo aos vinte, forte aos trinta,
rico aos quarenta, nem sábio aos cinquenta,
nunca será nem belo, nem forte, nem rico, nem sábio...
Quando se passa dos sessenta
são poucas as coisas que nos parecem absurdas.
Os jovens pensam que os velhos são bobos;
os velhos sabem que os jovens o são.
A maturidade do homem é voltar
a encontrar a serenidade como aquela
que se usufruía quando se era menino.
Nada passa mais depressa que os anos.
Quando era jovem dizia:
“verás quando tiver cinquenta anos”.
Tenho cinquenta anos e não estou vendo nada.
Nos olhos dos jovens arde a chama,
nos olhos dos velhos brilha a luz.
A iniciativa da juventude vale
tanto quanto a experiência dos velhos.
Sempre há um menino em todos os homens.
A cada idade lhe cai bem uma conduta diferente.
Os jovens andam em grupo,
os adultos em pares e os velhos andam sós.
Feliz é quem foi jovem em sua juventude
e feliz é quem foi sábio em sua velhice.
Todos desejamos chegar à velhice
e todos negamos que tenhamos chegado.
Não entendo isso dos anos:
que, todavia, é bom vivê-los, não tê-los.

Sonhos

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Aos que de alguma forma,
vendem sonhos,
por meio de sua inteligência,
crítica, sensibilidade,
generosidade, amabilidade.
Os vendedores de sonhos,
são freqüentemente estranhos
no ninho social. São anormais.
Pois o normal é chafurdar na
lama do individualismo,
do egocentrismo,
do personalismo.
Aos que acreditam em sonhos,
o seu legado será
inesquecível.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Na terra do coração passei o dia pensando ...

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"Na terra do coração passei o dia pensando - coração meu, meu coração. Pensei e pensei tanto que deixou de significar uma forma, um órgão, uma coisa. Ficou só com-cor, ação repetido, invertido - ação, cor - sem sentido - couro, ação e não. Quis vê-lo, escapava.
Batia e rebatia, escondido no peito. Então fechei os olhos, viajei. E como quem gira um caleidoscópio, vi:

Meu coração é um sapo rajado, viscoso e cansado, à espera do beijo prometido capaz de transformá-lo em príncipe.

Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo.

Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças na janela, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se p6os. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais.

Meu coração é um anjo de pedra de asa quebrada.

Meu coração é um bar de uma única mesa, debruçado sobre a qual um único bêbado bebe um único copo de bourbon, contemplado por um único garçom. Ao fundo, Tom Waits geme um único verso arranhado. Rouco, louco.Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores, é saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.

Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também.Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso.Acesa, aceso – vasto, vivo: meu coração teu."

Qual é o elogio que toda mulher adora receber?


"Qual é o elogio que toda mulher adora receber? Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns 700: mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam eles físicos ou morais. Diga que ela é uma mulher inteligente e ela irá com a sua cara. Diga que ela tem um ótimo caráter, além de um corpo que é uma provocação, e ela decorará seu número. Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de como ela tem classe: ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa. Mas não pense que o jogo está ganho: manter-se no cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta. Diga que ela cozinha melhor que sua mãe, que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela é um avião no mundo dos negócios. Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade, seu bom gosto musical. Agora, quer ver o mundo cair? Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha:. Voz fina, roupas pastéis, calçados rentes ao chão. Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja, cuida dos sobrinhos nos finais de semana. Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor. Nunca teve um chilique. Nunca colocou os pés num show de rock. É queridinha. Pequeninha. Educadinha. Enfim, uma mulher boazinha.
Fomos boazinhas por séculos. Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas. Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos. A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho. Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de virar a mesa. Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas. Ninguem mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes, estrelas, profissionais. Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen. Ser chamada de patricinha é ofensa mortal. Pitchulinha é coisa de retardada. Quem gosta de diminutivos, definha.
Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa. Ser boa é bom. Ser boazinha é péssimo. As boazinhas não têm defeitos. Não tem atitude. Conformam-se com a coadjuvância. Ph neutro. Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas: é isso que somos hoje. Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos. As "inhas" não moram mais aqui. Foram pro espaço, sozinhas".

domingo, 21 de novembro de 2010

Muitas vezes ...


imagem tirada daqui

Muitas vezes não prestamos bastante atenção, no momento, em coisas que já então podiam parecer-nos importantes; não ouvimos bem uma frase, não notamos um gesto, ou senão os esquecemos. E quando, mais tarde, ávidos por descobrir a verdade, remontamos em dedução, folheando nossa memória como uma coleção de testemunhos, chegamos a essa frase, a esse gesto, é impossível nos lembrarmos; recomeçamos vinte vezes o mesmo trajeto, mas inutilmente: o caminho não vai mais adiante.

Até cortar os defeitos pode ser perigoso ...

Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro… Há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu…Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A vida é maravilhosa!


"A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida. Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar, uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação, de onde se pudesse ver melhor todas as coisas: com mais generosidade, mais otimismo, mais respeito, mais silêncio, mais prazer. Mais senso da própria dignidade, não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada."

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Patience

"Afinal, há é que ter paciência,
dar tempo ao tempo,
já devíamos ter aprendido,
e de uma vez para sempre,
que [a vida] tem de fazer muitos rodeios
para chegar a qualquer parte."

Henriqueta


terça-feira, 16 de novembro de 2010

L'amour

Meu mundo não é como o dos outros

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"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudades… sei lá de quê!"

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Serenidade

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"A serenidade não é feita nem de troça nem de narcisismo, é conhecimento supremo e amor, afirmação da realidade, atenção desperta junto à borda dos grandes fundos e de todos os abismos; é uma virtude dos santos e dos cavaleiros, é indestrutível e cresce com a idade e a aproximação da morte. É o segredo da beleza e a verdadeira substância de toda a arte.
O poeta que celebra, na dança dos seus versos, as magnificências e os terrores da vida, o músico que lhes dá os tons de duma pura presença, trazem-nos a luz; aumentam a alegria e a clareza sobre a Terra, mesmo se primeiro nos fazem passar por lágrimas e emoções dolorosas. Talvez o poeta cujos versos nos encantam tenha sido um triste solitário, e o músico um sonhador melancólico: isso não impede que as suas obras participem da serenidade dos deuses e das estrelas. O que eles nos dão, não são mais as suas trevas, a sua dor ou o seu medo, é uma gota de luz pura, de eterna serenidade. Mesmo quando povos inteiros, línguas inteiras, procuram explorar as profundezas cósmicas em mitos, cosmogonias, religiões, o último e supremo termo que poderão atingir é essa serenidade."

domingo, 14 de novembro de 2010

De vez em quando ...



"de vez em quando
vem um vento bobo
e sopra: é preciso acreditar.
é preciso ter uma paciência revolucionária.
é preciso ter uma fé inquebrantável.
é preciso ter fantástica felicidade."

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Tem paciência com tudo não resolvido ...



"Tem paciência com tudo não resolvido em teu coração e tenta amar as perguntas em ti, como se fossem quartos trancados ou livros escritos em idioma estrangeiro. Não pesquises em busca de respostas que não te podem ser dadas, porque tu não as podes viver, e trata-se de viver tudo. Vive as grandes perguntas agora. Talvez, num dia longínquo, sem o perceberes, te familiarizes com a resposta."

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

La rue du Chat-qui-Pêche

La rue du Chat-qui-Pêche est une rue se situant dans le 5e arrondissement de Paris (48°51′11″N 2°20′46″E / 48.85306, 2.34611). Avec une largeur minimale de 1,80 mètre, elle est présentée comme la rue la plus étroite de la capitale. Ce titre est toutefois en compétition avec le sentier des Merisiers dans le 12e arrondissement et le passage de la duée dans le 20e arrondissement . Elle part du no 9 quai Saint-Michel et se termine à hauteur du no 12 de la rue de la Huchette, pour une longueur de 29 mètres.


La rue du Chat-qui-Pêche a été ouverte en 1540. Elle débouchait alors directement sur le lit de la Seine. D'abord rue des Étuves, ou ruelle des Étuves, puis du Renard (à distinguer donc de l'actuelle rue du Renard située de l'autre côté de la Seine), ou encore rue des Bouticles, elle reçut ensuite son nom actuel, dû à une enseigne.

"Aller voir pêcher les chats,
Se laisser persuader facilement.
A ce proverbe se rapportait une vieille enseigne,
qui a donné le nom de rue du Chat qui peche à une rue de Paris.
Cette rue , aujourd'hui fermée par une barrière,
aboutissait d'un côté à la rue de la Huchette,
et se dirigeait de l'autre vers la rivière."
— Pierre de La Mésangère, Dictionnaire des proverbes français - 1823

En 1832, une grille en fermait les deux extrémités.
Elle a donné son nom au récit La Rue du Chat-qui-Pêche de Jolán Földes, auteure hongroise ayant habité cette rue dans les années 1930. Son titre original est la traduction littérale en hongrois du nom de la rue : A halászó macska utcája.

Fonte:
wikipedia

Minha cara...


Duas vacas estão num campo. Diz uma para a outra:
- Que pensas sobre a doença das vacas loucas?
- Que me interessa isso? – diz a outra – Eu sou um helicóptero.


Fonte: KLEIN, Daniel; CATHCART, Tom. Platão e um Ornitorrinco entram num bar... Objetiva, 2008.

I am free...

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"Realmente, só pelo fato de ser consciente das causas que inspiram minhas ações, estas causas já são objetos transcendentes para minha consciência; elas estão fora. Em vão tentaria apreendê-las. Escapo delas pela minha própria existência. Estou condenado a existir para sempre além da minha essência, além das causas e motivos dos meus atos. Estou condenado a ser livre. Isso quer dizer que nenhum limite para minha liberdade pode ser estabelecido exceto a própria liberdade, ou, se voce preferir; que nós não somos livres para deixar de ser livres."

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Happiness



A felicidade não chega automaticamente [...];
ela depende de nós mesmos.
Ninguém se torna feliz do dia para a noite,
mas sim procedendo a um trabalho paciente,
levado adiante a cada dia.
A felicidade se constrói,
o que exige empenho e tempo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Be happy!


Queira que o que acontecer aconteça como acontecer,
e você será feliz.

A felicidade ...



A felicidade não de encontra pronta,
mas se constrói pouco a pouco.
Ela não depende daquilo que nos falta,
mas sim da maneira como usamos
aquilo que possuímos.