sexta-feira, 26 de junho de 2009

Pensamentos...



Quando você está contente por ser quem é,
não compete nem disputa,
conquista respeito"
LAO-TSÉ (C. 604-C.531 A.C), CHINA



quinta-feira, 25 de junho de 2009

Vincent (Tim Burton)


El cortometraje Vincent fue realizado por Tim Burton y Rick Heinrichs en 1982, y cuenta la historia de un niño de 7 años llamado Vincent Maloy, quien está obsesionado con el actor Vincent Price (éste último presta su voz de narrador) y todos sus papeles de cine, así como de Edgar Allan Poe.
Es el primer cortometraje dirigido por Tim Burton y utiliza la técnica de animación stop-motion (cuadro por cuadro) con muñecos de ojos grandes y lúgubres figuras de arcilla, con un excelente guión y música, muestra el lado que siempre le gustó a Tim Burton, la oscuridad, desesperación, miedo y figuras transroscadas.
El personaje del niño está basado en el propio Burton, quien desde pequeño admiraba a Vincent Price. El niño es descrito por la voz del narrador, que es el auténtico Vincent Price, utilizando rimas que rinden claro homenaje a Edgar Allan Poe.
En el corto se pueden apreciar ideas que posteriormente podrán ser vistas en más trabajos de Burton. Por ejemplo los experimentos con animales (Frankenweenie y Mars Attacks!), el personaje solo e incomprendido (muy presente en casi todas sus películas y que aquí es más que en ninguna otra el propio Burton) y la estética general (Beetlejuice y Pesadilla antes de Navidad).
Vincent Price recitó la poesía para el corto y más tarde mantuvo una amistad con el director Burton que se materializó en una colaboración para Eduardo Manostijeras (y un documental inacabado filmado por Burton titulado Conversations with Vincent. Price murió en 1993).
Fonte: http://es.wikipedia.org/wiki/Vincent_(cortometraje)

Eu sei, mas não devia (Marina Colasanti)

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Mar Português (Fernando Pessoa)


"Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu"

domingo, 14 de junho de 2009

O prazer de ficar em casa (Leticia Ferreira Braga)

Diminua o ritmo.
Preste atenção
aos detalhes.
Fique à vontade.
Você está em casa,
o lugar certo para
deixar o corpo quieto,
a mente calma
e o coração tranqüilo.



Lembrete (Carlos Drummond de Andrade)



Se procurar bem, você acaba encontrando
não a explicação (duvidosa) da vida,
mas a poesia (inexplicável) da vida.




(Art by Kurt Halsey Fredriksen)

domingo, 7 de junho de 2009

Sempre Um Papo

O “Sempre Um Papo”, criado pelo jornalista mineiro Afonso Borges, há 23 anos, é considerado um dos mais respeitados projetos de incentivo à leitura do Brasil. Atualmente, abrange 27 cidades, em oito estados, além do Distrito Federal. Contabiliza mais de dois mil eventos realizados, com a presença de mais de um milhão de pessoas. O formato do evento é prático e dinâmico. No palco, é montado um ambiente com duas poltronas, uma mesa de centro e um painel com o cenário. Em cena, um apresentador entrevista o escritor sobre sua vida e seus livros e a plateia participa com comentários e perguntas. O bate-papo tem duração média de 1 hora e 30 minutos, seguida de uma sessão de autógrafos com o escritor convidado.
P.S. Sou fã do programa, razão do post. As entrevistas são ótimas. Disponível on line no site do programa e no youtube!

Fonte do texto: http://metropolionline.com.br/sete-lagoas/sempre-um-papo-e-lancado-hoje-em-sete-lagoas/
Saiba mais: http://www.sempreumpapo.com.br/capa/index.php
http://www.youtube.com/user/info8888

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pensamentos...

"Um yogi vive nesta terra como qualquer ser humano.
Ele pensa, se diverte e come como os outros.
A grande diferença é que ele despertou uma faculdade adormecida chamada... consciência"
SWAMI SATYANANDA SARASWATI (1923- ), ÍNDIA.