sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Lavatory - Lovestory

Lavatory - Lovestory

Academy Awards Nominated - Best Animated Short Film

Indicado ao Oscar de Melhor Curta de Animação

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

La Maison en Petits Cubes

La Maison en Petits Cubes is a Japanese animated short film created by Kunio Kato. It won the Grand Prize ('The Annecy Cristal') of the Annecy International Animated Film Festival in 2008 and the Academy Award for Best Animated Short Film in 2009.
Plot
The film is about an old man who lives in a submerged town. As the water rises, he's forced to add additional levels on to his home with bricks (cubes) in order to stay dry. One day he drops his favorite pipe into the lower levels of his home. In the search for another pipe, he decides to purchase a wetsuit instead to use as he dives down to retrieve his original pipe. As he moves downwards through the different stories of his home, he relives scenes from his life.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

My Sweet Lord (George Harrison)

My sweet lord, hhhmmm, my lord, hhhmmm, my lord
I really want to see you
Really want to be with you
Really want to see you, lord
But it takes so long, my lord

My sweet lord, hhhmmm, my lord, hhhmmm, my lord
I really want to see you
Really want to be with you
Really want to see you, lord
But it takes so long, my lord

My sweet lord, hhhmmm, my lord, hhhmmm, my lord
I really want to see you
Really want to be with you
Really want to see you, lord
But it takes so long, my lord

My sweet lord, hhhmmm, my lord, hhhmmm, my lord
I really want to know you
Really want to go with you
Really want to show you, lord
That it won't take long, my lord

My sweet lord, hhhmmm, my lord, hhhmmm, my lord
I really want to know you
Really want to go with you
Really want to show you, lord
That it won't take long, my lord

Fly me to the moon (Frank Sinatra)

Fly me to the moon,
And let me play among the stars.
Let me see what spring is like on Jupiter and Mars.
In other words, hold my hand!
In other words, baby, kiss me.

Fill my heart with song,
and let me sing forever more.
You are all I long for, all I worship and adore.
In other words, please be true!
In other words, I love you!

Mantra (Nando Reis / Arnaldo Antunes)



Quando não tiver mais nada
Nem chão, nem escada
Escudo ou espada
O seu coração
Acordará!...

Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência
Adormecerá!...

E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar
No mesmo quintal
Da alma ao corpo material...

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare

Quando não se têm mais nada
Não se perde nada
Escudo ou espada
Pode ser o que se for
Livre do temor...

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare

Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá
Para dar amor...

Amor dará e receberá
Do ar, pulmão
Da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão
Do tempo espiral...

Amor dará e receberá
Do braço, mão
Da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte
O seu dia natal...

Aaadeeeus Dooooor...(4x)

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare (6x)

Mercedes Sosa



Mercedes Sosa (Tucumán, 9 de julho de 1935) é uma cantora argentina de grande apelo popular na América Latina. Alcunhada La Negra pelos longos e lisos cabelos negros.
Descoberta aos quinze anos de idade, cantando numa competição de uma rádio local da cidade natal, quando foi-lhe oferecido um contrato de dois meses. Admirada pelo timbre de contralto, gravou o primeiro disco Canciones con Fundamento, com um perfil de folk argentino. Consagrou-se internacionalmente nos EUA e Europa em 1967, e em 1970, com Ariel Ramirez e Felix Luna, gravando Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas. Gravou um tributo também à chilena Violeta Parra.
Sosa interpreta um vasto repertório, gravando canções de vários estilos. Atua freqüentemente com muitos músicos argentinos como León Gieco, Charly García, Antonio Tarragó Ros, Rodolfo Mederos e Fito Páez, e outros latino-americanos como Milton Nascimento, Fagner e Silvio Rodríguez.
É também uma conhecida ativista política de esquerda, foi peronista na juventude. Em tempos mais recentes manifestou-se como forte opositora da figura de Carlos Menem e apoiou a eleição do ex-presidente Néstor Kirchner. A preocupação sócio-política refletiu-se no repertório interpretado, tornando-se uma das grandes expoentes da Nueva Canción, um movimento musical latino-americano da década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas. No Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre outros artistas, são expressões da Nueva Canción, marcada por uma ideologia de rechaço ao que entendiam como imperialismo norte-americano, consumismo e desigualdade social.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercedes_Sosa

Cantares (Manuel Machado)



Vino, sentimiento, guitarra y poesía
hacen los cantares de la patria mía.
Cantares...
Quien dice cantares dice Andalucía.

A la sombra fresca de la vieja parra,
un mozo moreno rasguea la guitarra...
Cantares...
Algo que acaricia y algo que desgarra.

La prima que canta y el bordón que llora...
Y el tiempo callado se va hora tras hora.
Cantares...
Son dejos fatales de la raza mora.

No importa la vida, que ya está perdida,
y, después de todo, ¿qué es eso, la vida?...
Cantares...
Cantando la pena, la pena se olvida.

Madre, pena, suerte, pena, madre, muerte,
ojos negros, negros, y negra la suerte...
Cantares...
En ellos el alma del alma se vierte.

Cantares. Cantares de la patria mía,
quien dice cantares dice Andalucía.
Cantares...
No tiene más notas la guitarra mía.

Fonte: http://es.wikisource.org/wiki/Cantares_(Manuel_Machado)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

You Could Be Happy (Snow Patrol) - Animation




You could be happy and I won't know
But you weren't happy the day I watched you go

And all the things that I wished I had not said
Are played on lips 'till it's madness in my head

Is it too late to remind you how we were
But not our last days of silence, screaming, blur

Most of what I remember makes me sure
I should have stopped you from walking out the door

You could be happy, I hope you are
You made me happier than I'd been by far

Somehow everything I own smells of you
And for the tiniest moment it's all not true

Do the things that you always wanted to
Without me there to hold you back, don't think, just do

More than anything I want to see you go
Take a glorious bite out of the whole world

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Simplesmente Feliz (Happy-Go-Lucky)

Poppy (Sally Hawkins) é uma jovem professora de escola primária, e uma otimista incorrigível que difícilmente se chateia. Divide um apartamento com Zoe (Alexis Zegerman) sua melhor amiga e confidente. Poppy tem o dom de aproveitar ao máximo a vida. Determinada a aprender dirigir, ela encontra-se com Scott (Eddie Marsan), um instrutor ansioso e pertubado, que testará todo o bom humor de Poppy. Do Diretor Mike Leigh (Segredos e Mentiras) Simplesmente Feliz é uma comédia sobre diversão, procura de amores e aproveitar a vida.
Premiações
- Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original.
- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz - Comédia/Musical (Sally Hawkins), além de ser indicado na categoria de Melhor Filme - Comédia/Musical.
- Recebeu 2 indicações ao European Film Awards, nas categorias de Melhor Filme e Melhor Atriz (Sally Hawkins).
- Ganhou o Urso de Prata de Melhor Atriz (Sally Hawkins), no Festival de Berlim.
Curiosidades
- Exibido na mostra Panorama do Cinema Mundial, no Festival do Rio 2008.
Estréia: 03 de Abril de 2009
Fontes:
http://www.adorocinema.com/filmes/simplesmente-feliz/simplesmente-feliz.asp#Sinopse
http://www.saladacultural.com.br/arte/web2/view.cfm?cs=24&cc=2423

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Millennium



Millennium foi uma série de televisão norte-americana do gênero dramático exibida entre 1996 e 1999. Produzida por Chris Carter, o criador de Arquivo X. A série foi produzida em Vancouver, Canadá entre 1996 e 1999.
Sinopse
O especialista em perfis criminais Frank Black deixou o FBI e mudou-se com sua família para Seattle para escapar da violência e o horror com os quais tinha que conviver enquanto trabalhava para o FBI em Washington,Capital. Apesar de sua habilidade em visualizar o que se passa nas mentes distorcidas de assassinos em série causar-lhe muito sofrimento, Black está ciente que seu "dom" ainda pode ser usado para proteger e salvar vidas. Por esse motivo, ele começa a participar do misterioso "Grupo do Milênio", uma equipe de peritos de ex-funcionários da lei dedicada a lutar contra as sempre crescentes forças do mal e das trevas.

The Truth is Out There

The X-Files, conhecido como Arquivo X no Brasil e Ficheiros Secretos em Portugal, é uma série de televisão de ficção científica muito popular, exibida ao longo dos anos 90 na rede FOX no Brasil e na TVI em Portugal. No Brasil foi ainda exibida pela Rede Record. Tal como em Portugal, tem sido retransmitida nos últimos anos pela FOX. Foi criada por Chris Carter, mesmo Criador da série Millennium.
Histórico
A série estreou em 1993, e muito do seu sucesso deveu-se aos dois atores principais, David Duchovny e Gillian Anderson, que desempenhavam os papéis dos agentes do FBI, Fox Mulder e Dana Scully, encarregados de investigar os arquivos X. Casos inconclusos envolvendo fenômenos não explicados. Em determinados momentos da cronologia outros agentes fizeram parte do Arquivo X. Destes se destacam os personagens John Dogget, Monica Reyes, Walter Skiner, Alex Krycek e o agente Spender.
Abordando temas tais como teorias da conspiração envolvendo alienígenas, encobrimentos governamentais de alto nível e paranormalidade, a série conseguiu conjugar características de séries como A Quinta Dimensão, Além da Imaginação e Twin Peaks. Também abordava freqüentemente temas mais místicos, como satanismo, relato de aparições de fantasmas,e outros Arquivo X sem Explicaçoes.
A série Arquivo X fez tanto sucesso que originou um spin-off chamado The Lone Gunmen (Os Pistoleiros Solitarios), focada nos três amigos de Mulder que investigam atividades secretas do governo norte-americano. Suas descobertas são publicadas num jornal independente chamado de "A Bala Mágica", publicado pela editora "O Pistoleiro Solitário", batizado em homenagem à teoria de que um segundo atirador estaria envolvido no assassinato de John Kennedy.
Arquivo X tornou-se um êxito surpreendente, gerando um culto de fãs conhecidos como eXcers, tão devotos como os fãs de Star Trek, os trekkers ou os gaters fãs de Stargate.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiros_Secretos
X Files Theme Tune: http://www.youtube.com/watch?v=JDZBgHBHQT8

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Os Miseráveis (Victor Hugo)

Lendo o Blog "Arca do Conhecimento" lembrei-me desse livro.
Vale a pena a leitura! O filme também é muito bom!

No início do século XIX, na França, Jean Valjean rouba um pedaço de pão para os sobrinhos famintos e é injustamente condenado a prisão e a marginalidade. Após cumprir 19 anos de prisão com trabalhos forçados, Jean Valjean é acolhido por um gentil bispo, que lhe dá comida e abrigo. Mas havia tanto rancor na sua alma que no meio da noite ele rouba a prataria e agride seu benfeitor, mas quando Valjean é preso pela polícia com toda aquela prata ele é levado até o bispo, que confirma a história de lhe ter dado a prataria e ainda pergunta por qual motivo ele esqueceu os castiçais, que devem valer pelo menos dois mil francos.
Este gesto extremamente nobre do religioso devolve a fé que aquele homem amargurado tinha perdido.
Após nove anos, com o nome de senhor Madeleine, ele se torna prefeito e principal empresário em uma pequena cidade, mas sua paz acaba quando Javert, um guarda da prisão que segue a lei inflexivelmente, tem praticamente certeza de que o prefeito é o ex-prisioneiro que nunca se apresentou para cumprir as exigências do livramento condicional. A penalidade para esta falta é prisão perpétua, mas ele não consegue provar que o prefeito e Jean Valjean são a mesma pessoa. Neste meio tempo uma das empregadas de Valjean (que tem uma filha que é cuidada por terceiros) é despedida, se vê obrigada a se prostituir e é presa. Seu ex-patrão descobre o que acontecera, usa sua autoridade para libertá-la e a acolhe em sua casa, pois ela está muito doente. Sentindo que ela pode morrer ele promete cuidar da filha, Cosette, mas antes de pegar a criança sente-se obrigado a revelar sua identidade para evitar que um prisioneiro, que acreditavam ser ele, não fosse preso no seu lugar. Deste momento em diante Javert volta a persegui-lo, a mãe da menina morre mas sua filha é resgatada por Valjean, que foge com a menina enquanto é perseguido através dos anos pelo implacável Javert.
O tempo passa e a menina Cosette se apaixona profundamente por Marius, um jovem e carismático revolucionário.
Em plena revolução de 1832, a busca incansável de Jean Valjean pela redenção alcança seu clímax quando ele escolhe sacrificar sua liberdade para salvar o grande amor de Cosette, até que um dia o confronto dos dois inimigos é inevitável, e só então, através da grandeza de seu ato, Jean Valjean se sente verdadeiramente livre da perseguição impiedosa do policial Javert. Valjean teve de lutar muito para mostrar que era um homem de bem e conseguir viver em paz.
Nota: O clássico Os miseráveis foi chamado de "um dos maiores best-sellers de todos os tempos". Nas 24 horas seguintes à publicação da primeira edição de Paris (1862), as 7 mil cópias foram todas vendidas. O livro foi publicado simultaneamente em Bruxelas, Budapeste, Leipzig (na Alemanha), Madri, Rio de Janeiro, Rotterdam e Varsóvia. Depois, a obra foi traduzida para quase todas as línguas do mundo. No século XX, Os miseráveis se tornou filme e musical da Broadway.
http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/o/os_miseraveis

sábado, 7 de fevereiro de 2009

El laberinto del fauno


Dirigido por Guillermo Del Toro (“Hellboy”), “O Labirinto do Fauno” é um dos filmes mais interessantes de 2006. Exibido no Festival do Rio e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o filme lembra bastante outro longa do diretor mexicano. Trata-se de “A Espinha do Diabo”, de 2001, que conta a história de um menino que é deixado em um orfanato durante a Guerra Civil Espanhola e lá recebe a visita de um fantasma assassinado no local e que deseja vingança. “O Labirinto do Fauno” também se passa durante a referida batalha e também envolve uma criança bastante solitária.
Ofelia (Ivana Baquero), de 10 anos, muda-se para uma região ao norte de Navarra com sua mãe, Carmen (Ariadna Gil), que acaba de se casar com um oficial fascista (Sergi López, brilhante) que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, um labirinto que faz com que todo um mundo de fantasias se abra, trazendo conseqüências para todos à sua volta.
Extremamente lírico, “El Labirinto del Fauno” (no original) conta uma história fantasiosa que se apresenta como fuga dos horrores de uma guerra. Mas não pense que por oferecer uma fantasia o filme é leve. Muito pelo contrário, é extremamente frio e conta com um vilão extraordinário. O oficial fascista vivido por Sergi López é daqueles vilões que dão gosto de assistir. Ele é mau por natureza, sem sequer um pingo de bondade.
Escolhido como representante mexicano para tentar uma indicação ao Oscar 2007 de Melhor Filme Estrangeiro, o longa foi extremamente bem recebido durante o Festival de Cannes 2006, apesar de ter saído sem nenhum prêmio. O filme conquistou a imprensa na Riviera Francesa e chamou de vez a atenção do mundo para o cinema mexicano. Além de Guillermo Del Toro, o México apresentou para o universo cinematográfico cineastas como Alejandro Gonzáles Iñárritu (“Babel”) e Alfonso Cuarón (“Filhos da Esperança”), que mesmo realizando filmes em grandes estúdios de Hollywood não deixam de imprimir sua marca autoral. Os três diretores mexicanos são muito amigos, tanto que Del Toro coloca o nome dos dois outros nos créditos de “Fauno” na parte de agradecimentos. Cuarón ainda aparece como o produtor do filme.
“O Labirinto do Fauno” é imperdível. Contando com excelentes atuações e referências à clássicos do cinema como “O Mágico de Oz”, o longa irá agradar tantos os mais fantasiosos quando aqueles que gostam de ficar com os pés no chão.
Premios e nomeações
Ganhou Oscar, nas categorias de:
Melhor Direção de Arte
Melhor Fotografia
Melhor Maquiagem
Foi ainda nomeado nas categorias de:
Melhor Filme Estrangeiro
Melhor Argumento Original
Melhor Banda Sonora
Recebeu uma nomeação ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro
Ganhou o Independent Spirit Awards de Melhor Fotografia, além de ser nomeado na categoria de Melhor Filme
Ganhou três prémios no BAFTA, nas categorias de:
Melhor Filme Estrangeiro
Melhor Caracterização
Melhor Guarda-Roupa
Foi ainda nomeado nas categorias de:
Melhor Argumento Original
Melhor Fotografia
Melhor Direcção de Arte
Melhor Som
Melhores Efeitos Especiais
Ganhou sete prémios no Goya, nas seguintes categorias:
Melhor Revelação Feminina (Ivana Baquero)
Melhor Argumento Original
Melhor Caracterização
Melhor Som
Melhores Efeitos Especias
Melhor Fotografia
Melhor Edição
Foi ainda nomeado nas categorias de:
Melhor Filme
Melhor Realizador
Melhor Actor (Sergi López)
Melhor Actriz (Maribel Verdú)
Melhor Banda Sonora
Melhor Desenho de Produção
Há quem ache o filme estranho. Eu amei! Faz parte da minha coleção.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A maior flor do mundo (José Saramago)

"Y se las historias para niños fueram de lectura obligatoria para los adultos?
Seriamos realmente capaces de aprender lo que, hace tanto tiempo venimos enseñando?"

A Maior Flor do Mundo é uma magnífica história para crianças, mas, antes de tudo, é um legítimo Saramago. Transformando-se em personagem, o autor nos conta que uma vez teve uma idéia para um livro infantil, inventou uma história sobre um menino que faz nascer a maior flor do mundo. Não se julgava capaz de escrever para crianças, mas chegou a imaginar que, se tivesse as qualidades necessárias para colocar a idéia no papel, ela resultaria verdadeiramente extraordinária: "seria a mais linda de todas as que se escreveram desde o tempo dos contos de fadas e princesas encantadas...". É dessa fantasia de grandiosidade que nasce o livro. Os leitores são chamados para uma divertida brincadeira, pois Saramago narra-lhes a história do menino e da flor não como se ela fosse a história de verdade, mas como se fosse apenas o esboço do que ele teria contado se tivesse o poder de fazer o impossível: escrever a melhor história de todos os tempos. Entrando no jogo com o autor, os pequenos leitores vão saber que ninguém nunca teve nem terá esse poder. Vão saber também que a literatura é o lugar do impossível: o menino desta história faz uma simples flor dar sombra como se fosse um carvalho. Depois, quando ele "passava pelas ruas, as pessoas diziam que ele saíra da aldeia para ir fazer uma coisa que era muito maior do que o seu tamanho e do que todos os tamanhos". Como nos velhos livros de literatura infantil, Saramago conclui: "E é essa a moral da história".
Fonte: http://www.submarino.com.br/produto/1/164566/maior+flor+do+mundo,+a
Saiba mais: http://www.youtube.com/watch?v=-KTL94Rl7CI (Cortometraje de animación. Dirección: Juan Pablo Etcheverry; Guionista: Juan Pablo Etcheverry(adaptada de "A maior flor do mundo" de José Saramago); Ilustración: Diego Mallo; Produción: Chelo Loureiro)

Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago)


Ensaio sobre a cegueira é um romance do escritor português José Saramago, publicado em 1995 e traduzido para diversas línguas. A obra se tornou uma das mais famosas de seu autor, juntamente com Todos os nomes, Memorial do Convento e o Evangelho segundo Jesus Cristo.
Enredo
O romance aborda a emergência de uma inédita praga de uma repentina cegueira abatendo uma cidade não identificada, inexplicável e incurável. Tal "cegueira branca" — assim nomeada pois as pessoas infectadas percebem em seus olhos nada mais que uma superfície leitosa — manifesta-se primeiramente em um homem sentado no trânsito e, lentamente, se espalha pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos, pela obscuridade, a meros seres lutando por seus instintos. À medida que os afectados pela epidemia são colocados em quarentena, em condições desumanas, e os serviços estatatais começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afectada pela doença que cega todos os outros.
O romance nos mostra o desmoronar completo da sociedade que, por causa da cegueira, perde tudo aquilo que considera como civilização e, (tal como em A Peste, de Albert Camus) mais que comentar as facetas básicas da natureza humana à medida que elas emergem numa crise de epidemia, Ensaio sobre a cegueira mostra a profunda humanidade dos que são obrigados a confiar uns nos outros quando os seus sentidos físicos os deixam. O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais, e a história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas também das suas vidas espirituais e da dignidade que tentam manter. Mais do que olhar, importa reparar no outro. Só dessa forma o homem se humaniza novamente.
Na contracapa: "Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara.", citado do "Livro dos conselhos", de El-Rei Dom Duarte.
Trecho
"Quando o médico e o velho da venda preta entraram na camarata com a comida, não viram, não podiam ver, sete mulheres nuas, a cega das insônias estendida na cama, limpa como nunca estivera em toda a sua vida, enquanto outra mulher lavava, uma por uma, as suas companheiras, e depois a si própria."
"Não lhe parece que deveríamos comunicar ao ministério o que se está a passar, Por enquanto acho prematuro, pense no alarme público que iria causar uma notícia destas, com mil diabos, a cegueira não se pega, A morte também não se pega, e apesar disso todos morremos."
"Quando o director veio ao telefone, Então, que se passa, o médico perguntou-lhe se estava só, se não havia gente por perto que pudesse ouvir, da telefonista não havia que recear, tinha mas que fazer que escutar conversas sobre oftalmopatias, a ela apenas a ginecologia lhe interessava."
"O medo cega, disse a rapariga dos óculos escuros, São palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegámos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos, Quem está a falar, perguntou o médico, Um cego, respondeu a voz, só um cego, é o que temos aqui. Então perguntou o velho da venda preta, Quantos cegos serão precisos para fazer uma cegueira. Ninguém lhe soube responder."
"Lutar foi sempre, mais ou menos, uma forma de cegueira, Isto é diferente, Farás o que melhor te parecer, mas não te esqueças daquilo que nós somos aqui, cegos, simplesmente cegos, cegos sem retóricas nem comiserações, o mundo caridoso e pitoresco dos ceguinhos acabou, agora é o reino duro, cruel e implacável dos cegos, Se tu pudesses ver o que eu sou obrigada a ver, quererias estar cego, Acredito, mas não preciso, cego já estou, Perdoa-me, meu querido, se tu soubesses, Sei, sei, levei a minha vida a olhar para dentro dos olhos das pessoas, é o único lugar do corpo onde talvez ainda exista uma alma, e se eles se perderam"
"Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem".

O Estrangeiro (Albert Camus)



Mersault recebe a notícia da morte da mãe através de um telegrama: “Sua mãe falecida. Enterro amanhã. Sentidos pêsames.” Fica-lhe a dúvida se terá morrido naquele dia ou na véspera. Imediatamente nos dá conta de que pediu dois dias ao patrão e de que à má cara deste respondeu: “A culpa não é minha.”

O protagonista passa logo às questões práticas: pedir emprestados uma gravata preta e um fumo, almoçar e dirigir-se ao autocarro que o levará ao asilo onde a mãe residia. Dormiu durante quase toda a viagem. “Por agora, é um pouco como se a mãe não tivesse morrido. Depois do enterro, pelo contrário, será um caso arrumado e tudo passará a revestir-se de um ar mais oficial”, pensou, antes de viajar.

Um primeiro contacto desconcertante com uma personagem que nos irá perturbar até ao fim do livro. E para além dele.

Albert Camus (Nobel da Literatura em 1957) apresenta-nos assim uma personagem estranha, demasiado estranha até para si mesma. Porém, não se consegue deixar de gostar dela e desejar defendê-la mesmo quando todos a acusam e condenam. Mas não podemos, as nossas regras não são as dele. Para ele, tudo é permitido — “visto que Deus não existe e visto que se morre”.

A propósito desta obra, publicada em 1942, diria Jean-Paul Sartre, com quem Camus fundou no ano seguinte o jornal “Combat”: “‘O Estrangeiro’ não é um livro que explica: o homem absurdo não explica, descreve; não é também um livro que prove. Camus somente propõe e não se inquieta com justificar o que, por princípio, é injustificável.”

Albert Camus nasceu na Argélia em 1913, no seio de uma família modesta. Passou os primeiros anos da sua vida no norte de África e estudou na Universidade de Argel. Teve de trabalhar em diversos ofícios para pagar os seus estudos. Entre 1935 e 1938, dirigiu o Thêatre de l'Équipe, uma companhia teatral que representou obras de Malraux, Gide e Dostoievski, entre outros. Durante a 2ª Guerra Mundial, converteu-se num membro destacado da resistência francesa e, no período depois da guerra, foi editor do jornal "Combat".

Consagrado em 1942 com o romance "O Estrangeiro" e o ensaio "O Mito de Sísifo", obras centrais sobre o tema do absurdo, viu a sua fama aumentada com uma segunda obra narrativa "A Peste" (1947), assim como toda uma série de obras teatrais, nomeadamente "O Equívoco" (1944), "Calígula" (escrita em 1938 e representada em 1945), entre outras. Após o ensaio "O Homem Revoltado" (1951), efectuou diversas adaptações teatrais e escreveu os relatos"A Queda" (1956) e "O Exílio e o Reino" (1957). Em 1957 obteve o prémio Nobel. A sua morte repentina, a 4 de Janeiro de 1960, após um acidente de automóvel, interrompeu a carreira de uma das figuras literárias mais importantes do mundo ocidental. Postumamente foram também publicados os seus "Cadernos" (1962-1964) e o romance de juventude "A Morte Feliz" (1971)


Escrito por Nuno Encarnação
Fonte:
http://clubeleitura.blog.com/816315/

Dom Quixote (A história do cavaleiro andante e de seu fiel escudeiro)

Sabe qual o segundo livro mais publicado e traduzido do mundo? É o que conta a história de amizade entre um cavaleiro e seu fiel escudeiro, que empreendem uma longa andança pela Espanha, no final do século 16. Estamos falando de Dom Quixote, obra escrita pelo espanhol Miguel de Cervantes. Em número de traduções e edições, esse livro perde apenas para a Bíblia.


Considerada por muitos a maior obra da literatura universal, Dom Quixote desperta, nas mais diferentes épocas da história da humanidade, paixão nos leitores, que se encantam com a trajetória de seus principais personagens. O Cavaleiro de Triste Figura, Dom Quixote, por exemplo, é ao mesmo tempo, um louco e um sonhador. Ávido leitor de livros de cavalaria – obras populares na Espanha no século 16, com histórias cheias de personagens que lutavam pelo amor, pela paz e pela justiça –, ele acaba enlouquecendo e sai pelo país em busca de aventura, como seus heróis.

Dom Quixote pensa que apenas homens como ele podem trazer paz e justiça à Espanha. Vive no mundo dos sonhos e trata monges como feiticeiros, luta com moinhos de ventos pensando que são gigantes e devota seu amor a uma camponesa que, a seus olhos, é uma nobre donzela...

Dom Quixote é um louco que acredita em seu sonho e vai à luta contra obstáculos imaginários em busca da celebridade e do amor. Também é considerado um ingênuo por tentar transformar a dura realidade em que vive em algo mais nobre. Por tudo isso, o personagem gerou até um adjetivo: quixotesco, dado a quem é impulsivo, sonhador, romântico, nobre, mas um pouco desligado da realidade.

A história de Dom Quixote, no entanto, é ainda a história de uma grande amizade: a do cavaleiro andante com o seu fiel, desastrado e também perspicaz escudeiro Sancho Pança. Uma amizade baseada na lealdade e considerada como uma das mais bem representadas em toda a literatura.
Sentiu vontade de conhecer melhor essa dupla? Então, saiba que escritores brasileiros como Monteiro Lobato e Ferreira Gullar traduziram a obra de Miguel de Cervantes para o português de uma maneira resumida, mas com tal talento que crianças e adolescentes podem lê-la sem dificuldade, se interessando até, quem sabe, pelo “livro grande”, a versão completa. Além disso, há uma tradução de Marina Colasanti de uma adaptação espanhola de Dom Quixote para crianças.
Membro da Academia Brasileira de Letras, Antonio Olintho diz que Dom Quixote é um livro brasileiro, já que na época em que foi publicado, Brasil, Portugal e Espanha estavam sob a união político-administrativa de suas coroas. Seu personagem principal com certeza teria gostado muito de se aventurar por nosso país. Então, por que não conhecê-lo?



Francisco Corral,
Instituto Cervantes do Rio de Janeiro
26/12/2005
Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/4151